Artur Monteiro, tintureiro de profissão, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em dezembro de 1929, um dia a seguir ao Natal, com o nº 11 e dezanove anos de idade. Foi promovido a Bombeiro de 1ª classe em 1941 e a Sub-chefe em maio de 1950. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados. Obteve repetidamente o primeiro lugar no número de serviços realizados anualmente. A Liga de Bombeiros Portugueses condecorou-o com a Medalha dourada de 3 estrelas - Salvamentos em maio de 1950. Destacam-se ainda a medalha de Bons Serviços Ouro, com Palma e Duas Estrelas e Medalha de Gratidão por ter completado, respetivamente, 35 e 40 anos de Bons e Efetivos Serviços.
Armando Joaquim Silva Peixoto Coelho ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em setembro de 1983. Ingressou no Quadro de Honra
em abril de 2018 com 33 anos de serviço, na categoria de Bombeiro de 1ª Classe. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados, com destaque para a Medalha de 20 anos de Bons e Efetivos Serviços, em 2003 e a Medalha de Assiduidade Grau Ouro, em 2014.
Armando Fernandes de Oliveira, ourives de profissão, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em novembro de 1924, sob o número vinte, com 18 anos de idade. Foi promovido a Bombeiro de 1ª classe em junho de 1941 e a Chefe de Secção em 1950. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados, com destaque para a Medalha de Ouro com Palma e Duas Estrelas por 35 anos de Bons e Efetivos Serviços, em 1960, e Medalha dourada de três estrelas - Salvamento, da Liga de Bombeiros Portugueses em 1950. Recebeu ainda a Medalha de Abnegação e Louvor pela consideração e verdadeiro amor demonstrado à causa dos Bombeiros.
António de Oliveira Mendonça Pinto ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em 1971. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados.
António Mendes Ribeiro, trolha de profissão, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em julho de 1953. Foi promovido a Bombeiro de 3ª classe passado um ano e, em 1956, considerado inapto no concurso de promoção de 2ª classe dado não saber ler nem escrever. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados. com destaque para a Medalha de 10 anos de Bons Serviços.
António Maria Dias Freitas, operário da construção civil de profissão, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em agosto de 1975, com vinte e sete anos. Ingressou no Quadro de Honra em outubro de 1996, com vinte anos de serviço, na categoria de Bombeiro de 2ª classe. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados.
António José Freitas da Silva ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em agosto de 1975, com vinte e dois anos. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados.
Adão Armindo Dias Pedrosa, carpinteiro de profissão, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em janeiro de 1960. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados.
Adão de Sousa Carvalho, conhecido como Chefe 26, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela em maio de 1959.
Foi Adjunto de comando e integrou o Quadro de Honra em 2001, após quarenta e dois anos de serviço. Mereceu reconhecimento diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados. De entre as várias distinções que recebeu destacam-se: Medalha Grau Ouro – Serviços Distintos, em 1998; Medalha de Gratidão da Direção, Grau Prata, em 1999; Medalha de Gratidão do Comando, Grau Prata, em 2001 e Grã-Cruz de Gratidão em Ouro, em 2002.
Américo Osvaldo Marinho Fernandes ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela a 25 de novembro de 1957 e nove anos volvidos, a 24 de fevereiro de 1966, assume o cargo de adjunto de comando, que assegura durante mais 17 anos.
No triénio 1968-1971 participa também da Direção da Real Associação como vogal e nos 3 anos seguintes, de 1971 a 1973, como tesoureiro.
A 31 de julho 1983 acontece o ato de posse de Américo Fernandes como Comandante, função essa que já vinha a desempenhar há 2 anos, de forma interina. É-lhe também atribuída a medalha de 25 anos de bons serviços. Américo Fernandes vai tornar-se o Comandante com mais de serviço, cessando somente as suas funções em 2003.
É condecorado diversas vezes, sendo de destacar o Diploma de Sócio Honorário, em 1990 e o mais alto galardão da Liga de Bombeiros Portugueses, a medalha de Serviços Distintos – Grau Ouro pelos bons serviços prestados ao longo de 44 anos da sua carreira de bombeiro, ocorrido em 2001.
Ingressou no Quadro de Honra da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela no dia 20 de maio de 2002.
António Montenegro de Mendonça Pinto, filho de Manuel de Mendonça Pinto e Florinda Pinto, ingressou nos Bombeiros de Vizela com 23 anos, a 20 de setembro de 1947, tendo sido nomeado 2º comandante interino. Passados 10 anos, assumiu interinamente o Comando da corporação.
Em 1958, mais precisamente no dia 23 de março, substitui o Comandante Flávio Faria por 19 longos e bons anos. Foi reconhecido e medalhado diversas vezes, quer pela Associação quer pela Liga dos Bombeiros Portugueses pelos Bons e Efetivos Serviços prestados.
No 73º aniversário, ocorrido a catorze de maio de 1950, é condecorado, pela Direção da Real Associação, com a medalha de “Gratidão”, em Ouro, pelos serviços prestados, e pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a medalha prateada de 2 estrelas, por Serviços Distintos. Em 1973 é distinguido com a Grã Cruz de Gratidão em Ouro, e em 1978, recebe a Medalha de 30 anos de Bons Serviços. Finalmente, a oito de maio de 1980, no 103º aniversário da Real Associação, recebe o Crachá de Ouro - a maior condecoração da Liga de Bombeiros Portugueses. A seu respeito dizia José Luís de Almeida: " Grande como disciplinado e gigante como amoroso disciplinador, o Comandante Mendonça Pinto obriga a história rica dos nossos bombeiros voluntários a novas páginas de ouro. Como bombeiro, ultrapassou a vulgaridade para se projetar no futuro como exemplo a seguir".
Aos 37 anos, Flávio Faria, industrial de profissão, toma posse como Comandante a 8 de maio de 1949, no 72º aniversário da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela. Assume a liderança dos Bombeiros de Vizela por 9 anos e em 1958 apresenta a sua demissão.
O Tenente Joaquim da Silva Caldas é nomeado Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vizela em agosto de 1932 e mantêm-se no cargo até dezembro de 1936. Em novembro de 1936 é eleito por aclamação Comandante Honorário. Em 1942, volta a assumir funções como Comandante em correspondência e novamente, de forma física, de 1942 a 1949, altura em que deixou deixou de comparecer às chamadas para sinistros. A 4 de maio de 1949, a Direção aprova um voto de louvor para o antigo 1º comandante pelos serviços prestados à Associação.
Joaquim António da Silva foi 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vizela desde a sua fundação, em 1877, até data incerta, entre 1880 e 1890. Em 1903 surge como Vice-Presidente ao lado de José Ribeiro Moreira de Sá e Mello e mais tarde, em 1908, assume o cargo de diretor no Conselho Fiscal.
João Ribeiro de Freitas Guimarães fez parte da Comissão Instaladora responsável pela fundação dos Bombeiros Voluntários de Vizela e foi também 2º Comandante da corporação.
Ocupou o cargo de tesoureiro da Direção de 1899 a 1 de março de 1902 e novamente de 1909 a 1914 como Presidente do Conselho Fiscal.
De 1915 a 1921, embora não como Presidente, continua a integrar o Conselho Fiscal da Direção dos Bombeiros Voluntários de Vizela.
Diamantino José Antunes vem trabalhar para Vizela em 1895, nos serviços de correio e telégrafo e por volta de 1890 assume o cargo de 2º Comandante dos Bombeiros de Vizela.
Alberto Augusto Vasconcelos, digno professor oficial de S. Miguel das Caldas , é nomeado 2º comandante a 6 de julho 1939. Era conhecido por ser um grande orador, competência que lhe rendia aplausos nas cerimónias dos bombeiros, aquando dos seus brilhantes discursos. No triénio 1940-1942, acompanha António de Urgeses dos Santos Simões, Presidente da Direção, sendo seu vice-presidente.
A 12 de junho de 1942 pede demissão do seu cargo pelo facto de se ir embora da vila, pedido que foi aceite.
José Ribeiro Ferreira ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela a dezoito de março de 1889, com 22 anos. Assume o comando dos Bombeiros Voluntários de Vizela em setembro de 1927, cargo que ocupa durante seis anos, até se demitir, em 26-08-1932, em solidariedade com o seu 2º comandante, Eduardo Pereira Vila Pouca.
Foi condecorado com a Medalha do 50º aniversário dos Bombeiros de Guimarães em agosto de 1927 e com a Medalha de Mérito em outubro do mesmo ano. A 15 de maio de 1929, é-lhe atribuído um Voto de louvor pela sua dedicação à Associação. Quando ocorreu o “incêndio de Silves”, na noite do dia 13, na freguesia de Lustosa, concelho de Lousada, o comandante percorreu a pé cerca de 8 Km até ao local do incêndio e no regresso deu o seu lugar no pronto-socorro aos bombeiros.
Faleceu a 8 de Setembro de 1935. A 5 de abril de 1943, a Direção decide prestar-lhe homenagem com a colocação de uma lápide na sua sepultura.
Eduardo Pereira Vila-Pouca, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela a dois de janeiro de 1909 e passou a Pronto em outubro na 3ª esquadra. Teve passagem à 2ª classe e 2ª esquadra em 1913 e foi promovido a aspirante em 1914. A promoção a 2º e 1º Patrão ocorreu em 1915 e 1917 respetivamente. Posteriormente assumiu o posto de 2º comandante dos Bombeiros de Vizela, em janeiro de 1928 e novamente de 1936 a 1939.
A 9 outubro 1927 é condecorado com a medalha de valor e mérito e no 52º aniversário da corporação , ocorrido a 15 de maio de 1929, é elevado à categoria de sócio benemérito por ter oferecido uma verba para a compra de capacetes de metal. Foi ainda merecedor da Medalha de Abnegação atribuída pela Direção.
A 6 de julho de 1939 a Direção aceita o pedido de demissão do 2º comandante, Eduardo Pereira Vila Pouca, que alega excesso de afazeres profissionais, e tendo em conta a sua qualidade de sócio benemérito e os serviços que prestou, propõe-se a sua inclusão no quadro auxiliar da Corporação.
A 15 de janeiro de 1950, perante a presença do Ministro da Marinha, Presidente do Conselho, Ministro das Obras Públicas, Governador Civil de Braga, Presidente da Câmara de Guimarães, Vereador Municipal de Vizela e o Ministro do Interior, a Direção agradece a Eduardo Pereira Vila Pouca, António Urgeses dos Santos Simões e João David Pedrosa as suas ofertas, nomeadamente 100 escudos, 1000 escudos e 1 gira-discos.
Domingos Gomes Pedrosa, ingressou no Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Vizela a dois de maio de 1877, como aspirante, com 23 anos. Foi o bombeiro nº27 e fez parte dos trinta primeiros valorosos homens que compuseram os Bombeiros Voluntários de Vizela. Foi promovido a 22 de agosto a 2ª patrão e posteriormente a 1º Patrão. Foi condecorado com a Medalha do 50º aniversário em outubro de 1927. Em 1929, o 1º comandante descerrou o retrato do 1º patrão, Domingos Gomes Pedrosa, com 52 anos de serviço.
António Feliciano da Silva Caldas assume o posto de 2º comandante dos Bombeiros Voluntários de Vizela em 1894. Em 1899, fruto da saída de Armindo Pereira da Costa, forçado a procurar no Brasil forma de se sustentar, António Feliciano assume o cargo de Comandante interino. Passados 4 anos surge como 1º secretário da Direção, tendo como Presidente José Ribeiro Moreira de Sá e Mello, posição que ocupa em simultâneo com o cargo de comandante durante um ano. É como 1º Comandante que o encontramos ainda de 1909 a 1911 e logo em 1912 é ele próprio que se torna Presidente da Direção, cargo que desempenha durante 3 anos, para voltar ao comando do corpo ativo novamente em 1915. É pela sua mão que nasce a Casa-escola, destinada à instrução do corpo de bombeiros.
A 25 de dezembro de 1934, após a divulgação do falecimento do comandante honorário desta corporação, António Feliciano da Silva Caldas, a Direção decidiu que na ocasião do funeral, o seu cadáver, devidamente armado, fosse depositado em câmara ardente no gabinete do comando durante meia hora; que lhe fossem prestadas todas as honras devidas; que o seu falecimento fosse comunicado telegraficamente a todas as associações de bombeiros do norte; que lhe fosse oferecida uma coroa e emitido um voto de profundo pesar.
A 27 de agosto de 1932, Alfredo Alves Ferreira de Brito, “filho do grande herói de África”1, o Capitão Augusto César Brito e de Emília Alves Ferreira de Brito, é nomeado 2º Comandante, cargo que desempenha até 1936. A 5 de outubro de 1936 a Direção aceita o seu pedido de demissão do cargo de 2º comandante. É eleito 1º comandante, por aclamação, na assembleia-geral realizada em novembro de 1936. A 11 de janeiro de 1939, juntamente com outros bombeiros, pede demissão, mas esta não lhe é concedida. Continua com 1º Comandante até 1942 e falece a a 12 de julho de 1943. É-lhe atribuído o do estatuto de sócio benemérito, pelos serviços prestados e oferecimento de material diverso à Corporação e a Direção aprova um voto de pesar pelo falecimento seu falecimento.
1. C. "Do Concelho." Notícias de Guimarães (Guimarães), July 11, 1943, 4.